{"id":168,"date":"2025-09-16T18:46:01","date_gmt":"2025-09-16T16:46:01","guid":{"rendered":"https:\/\/solidaridadautogestion.noblogs.org\/?page_id=168"},"modified":"2025-10-14T16:13:30","modified_gmt":"2025-10-14T14:13:30","slug":"chamada","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/solidaridadautogestion.noblogs.org\/pt\/chamada\/","title":{"rendered":"Chamada"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Conforma\u00e7\u00e3o e chamado para integrar o Comit\u00ea Internacional de Solidariedade com a Autogest\u00e3o na Argentina<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As empresas recuperadas por seus trabalhadores na Argentina constituem o movimento contempor\u00e2neo mais emblem\u00e1tico de autogest\u00e3o do trabalho, n\u00e3o apenas na Am\u00e9rica Latina, mas em n\u00edvel global. Surgidas nos anos 1990, durante o auge do neoliberalismo, ganharam visibilidade mundial a partir da crise argentina de 2001, com mais de uma centena de ocupa\u00e7\u00f5es de f\u00e1bricas e empresas de todos os tipos. Atualmente, o movimento conta com mais de 400 cooperativas de trabalhadores espalhadas por todo o territ\u00f3rio argentino, incluindo f\u00e1bricas industriais, produtoras de alimentos e prestadoras dos mais diversos servi\u00e7os \u2014 at\u00e9 mesmo escolas e hospitais. Cerca de 14 mil trabalhadoras e trabalhadores vivem do trabalho autogestionado dessas empresas, que foram abandonadas pelo capital e reativadas por meio da luta, da vontade e da criatividade de seus oper\u00e1rios e oper\u00e1rias. O surgimento das empresas recuperadas recolocou no debate da classe trabalhadora e dos movimentos sociais a experi\u00eancia hist\u00f3rica da autogest\u00e3o, para al\u00e9m do cooperativismo institucionalizado.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa experi\u00eancia est\u00e1 amea\u00e7ada sob o governo de extrema-direita e ultraliberal de Javier Milei, que governa a Argentina desde dezembro de 2023. Embora at\u00e9 o momento n\u00e3o haja um ataque direto \u00e0s empresas recuperadas, elas representam tudo o que Milei e seu governo atacam: uma experi\u00eancia coletiva, de gest\u00e3o comunit\u00e1ria e solid\u00e1ria \u2014 o oposto da \u201cselva de mercado\u201d dominada pelas corpora\u00e7\u00f5es transnacionais que ele prop\u00f5e e na qual est\u00e1 transformando o pa\u00eds. O governo de Milei \u00e9 um laborat\u00f3rio do projeto do fascismo de mercado, destruindo todos os tipos de regula\u00e7\u00e3o p\u00fablica que garantem direitos ao povo, atacando especialmente a sa\u00fade, a educa\u00e7\u00e3o e os direitos trabalhistas, levando a ind\u00fastria local ao colapso e os rendimentos dos trabalhadores ao limite da subsist\u00eancia, ao mesmo tempo em que reprime toda oposi\u00e7\u00e3o e alinha incondicionalmente a Argentina aos governos de Donald Trump e Benjamin Netanyahu. Ainda que n\u00e3o seja o \u00fanico pa\u00eds governado por essa variante da ultradireita, seu sucesso representaria um perigoso exemplo a ser imitado, caso consiga se impor em um pa\u00eds historicamente marcado por um forte movimento social.<\/p>\n\n\n\n<p>Em particular, a experi\u00eancia das empresas recuperadas est\u00e1 sendo cercada pela destrui\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, pela queda na produ\u00e7\u00e3o, pelo recuo no consumo e pelas agress\u00f5es de ju\u00edzes, da m\u00eddia e do avan\u00e7o da repress\u00e3o. Cerca de vinte cooperativas j\u00e1 fecharam em decorr\u00eancia dessa situa\u00e7\u00e3o, e muitas outras est\u00e3o operando com uma redu\u00e7\u00e3o de atividade entre 20% e 80% de sua capacidade. Preservar o que h\u00e1 de melhor na experi\u00eancia autogestion\u00e1ria mundial n\u00e3o \u00e9 apenas uma luta leg\u00edtima na Argentina, mas tamb\u00e9m uma causa importante para o movimento social global.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, diversas organiza\u00e7\u00f5es e pessoas de diferentes pa\u00edses \u2014 em grande parte, mas n\u00e3o exclusivamente, participantes da rede internacional Economia dos Trabalhadores e Trabalhadoras \u2014 decidiram formar este Comit\u00ea Internacional de Solidariedade com a Autogest\u00e3o na Argentina. O objetivo \u00e9 colaborar com a manuten\u00e7\u00e3o do movimento, tanto na divulga\u00e7\u00e3o de suas problem\u00e1ticas quanto em campanhas de solidariedade ativa para ajudar na sua organiza\u00e7\u00e3o interna, assim como na circula\u00e7\u00e3o dos seus produtos como forma de visibilidade e apoio econ\u00f4mico em diferentes pa\u00edses do mundo \u2014 levando adiante o exemplo do trabalho e da produ\u00e7\u00e3o sem patr\u00e3o. Convidamos todos e todas que queiram colaborar e se solidarizar a integrar este comit\u00ea, organizar e propor a\u00e7\u00f5es para fortalecer e sustentar uma experi\u00eancia que \u00e9 um exemplo global de autogest\u00e3o e luta.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Signat\u00e1rios<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>ADL Cobas, Italia<\/li>\n\n\n\n<li>Arci Pasol Partinico, Italia<\/li>\n\n\n\n<li>Association pour l&#8217;Autogestion, Francia<\/li>\n\n\n\n<li>Association UTOPIE REALISTE Ecologie, Autogestion (AUREA), Francia<\/li>\n\n\n\n<li>Autogestione in Movimento &#8211; Fuorimercato, Italia&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>Centre for Learning, Social Economy &amp; Work, University of Toronto, Canada (de parte de Marcelo Vieta)<\/li>\n\n\n\n<li>Cerises La Cooop\u00e9rative, Francia<\/li>\n\n\n\n<li>CLAP, Italia<\/li>\n\n\n\n<li>COBAS Lavoro Privato, Italia<\/li>\n\n\n\n<li>Colectivo Argentina en lucha Paris, Francia<\/li>\n\n\n\n<li>Collettivo di Fabbrica Lavoratori GKN, Italia<\/li>\n\n\n\n<li>Comunet Officine Corsare, Italia<\/li>\n\n\n\n<li>Confederaci\u00f3n Sindical Solidaridad Obrera, Espa\u00f1a<\/li>\n\n\n\n<li>Confederaci\u00f3n General del Trabajo CGT (Esp)<\/li>\n\n\n\n<li>ContadinAzioni-FuoriMercato, Italia<\/li>\n\n\n\n<li>Cooperativa Il Gabbiano, Italia<\/li>\n\n\n\n<li>Dario Azzellini<\/li>\n\n\n\n<li>\u00c9cole d&#8217;innovation sociale Elisabeth-Bruyere, Universit\u00e9 Saint-Paul, Canada<\/li>\n\n\n\n<li>\u00c9ditions Syllepse, Francia<\/li>\n\n\n\n<li>Edizioni Alegre, Italia<\/li>\n\n\n\n<li>Entre les lignes entre les mots, Francia<\/li>\n\n\n\n<li>Federaci\u00f3n de Cooperativas Autogestionadas de la Rep\u00fablica Argentina (FEDECARA), Argentina<\/li>\n\n\n\n<li>France Am\u00e9rique latine (FAL), Francia<\/li>\n\n\n\n<li>Initiative demokratische Arbeitszeitrechnung (IDA), Alemania<\/li>\n\n\n\n<li>Instituto de Ciencias Econ\u00f3micas y de la Autogesti\u00f3n (ICEA), Espa\u00f1a<\/li>\n\n\n\n<li>International Labour Network of Solidarity and Struggle<\/li>\n\n\n\n<li>Labournet TV, Alemania<\/li>\n\n\n\n<li>Nouveau parti anticapitaliste (NPA-l\u2019Anticapitaliste), Francia<\/li>\n\n\n\n<li>Olatukoop (cooperativas, asociaciones populares y los agentes socioecon\u00f3micos cooperativos de la Econom\u00eda Social Transformadora). Euskal Herria \/ Pa\u00eds Vasco<\/li>\n\n\n\n<li>Partito della Rifondazione Comunista &#8211; S.E., Italia<\/li>\n\n\n\n<li>Pour une \u00e9cologie populaire et sociale (PEPS), Francia<\/li>\n\n\n\n<li>R\u00e9seau Coop\u00e9ratif de Gauche Alternative (RCGA), Francia<\/li>\n\n\n\n<li>R\u00e9seau syndical international de solidarit\u00e9 et de luttes, Francia<\/li>\n\n\n\n<li>RiMaflow Fuorimercato, Italia<\/li>\n\n\n\n<li>SIAL Cobas, Italia<\/li>\n\n\n\n<li>Sinistra Progetto Comune, Firenze, Italia<\/li>\n\n\n\n<li>Solidarit\u00e9 Am\u00e9rique latine Ard\u00e8che (SOLAL 07), Francia<\/li>\n\n\n\n<li>SOMS Insorgiamo, Italia<\/li>\n\n\n\n<li>Union communiste libertaire, Francia<\/li>\n\n\n\n<li>Union syndicale Solidaires, Francia<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conforma\u00e7\u00e3o e chamado para integrar o Comit\u00ea Internacional de Solidariedade com a Autogest\u00e3o na Argentina As empresas recuperadas por seus trabalhadores na Argentina constituem o movimento contempor\u00e2neo mais emblem\u00e1tico de autogest\u00e3o do trabalho, n\u00e3o apenas na Am\u00e9rica Latina, mas em n\u00edvel global. 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